sábado, 28 de abril de 2007

Luzes da Cidade

City Lights (1931)
de Charles Chaplin
com Charles Chaplin, Harry Myers, Virginia Cherrill, Florence Lee

Após se apaixonar por uma florista cega que acredita que ele seja um milionário, um vagabundo tenta conseguir o dinheiro necessário para que ela faça uma operação que a permita voltar a enxergar.
Mais um filmaço do gênio Chaplin.Dos 3 que vi dele até agora, esse é o mais comovente.Mas também não deixa o humor de lado, pelo contrário, tem situações engraçadíssimas.O mais incrível é a originalidade que Chaplin revela em todos os seus filmes.Nenhuma situação é repetida, nem de outros filmes, mas todas são satisfatoriamente engraçadas ou comoventes.E ainda conta com um final maravilhoso,comovente,emocionante.Vale a pena ver e rever. nota 9

Manderlay

Manderlay (2005)
de Lars Von Trier

com Bryce Dallas Howard, Isaach de Bankolé, Danny Glover, Willem Dafoe, Lauren Bacall, John Hurt

Após deixarem para trás a cidade de Dogville, Grace e o pai acabam por acaso nos portões da fazenda de Manderlay, no sul dos Estados Unidos. Lá Grace descobre uma estrutura escravagista em pleno funcionamento, apesar de estarmos em 1933, quando já fora abolida a escravatura. Ela se envolve então nas relações entre os empregados negros e seus patrões, apenas para descobrir que os laços que regem estas relações são bem mais complexos do que ela pensava. Assim como em Dogville, a força do filme é a estória (mais uma vez muito bem construída) e o elenco (que achei não estar tão afiado e natural quanto em Dogville, mas está bem ).Mesmo usando um tema já batido - o racismo - Lars Von Trier consegue desenvolver um roteiro original e criativo, nunca com situações forçadas ou inverossímeis.Por outro lado,a ''falta de cenários'' e a narrativa lenta - no meu ponto de vista,por necessidade - ainda pode desagradar alguns.Mas é um bom filme. nota 7

domingo, 22 de abril de 2007

Melhor é Impossível

As Good As It Gets (1997)
de James L. Brooks
com Jack Nicholson, Helen Hunt, Greg Kinnear, Cuba Gooding Jr.

Em Nova York, um escritor grosseiro e sarcástico (Jack Nicholson) tem como alvos principais um artista gay (Greg Kinnear), que é seu vizinho, e uma garçonete (Helen Hunt) que enfrenta problemas por ser mãe solteira e ter que se desdobrar para cuidar de seu filho, que tem asma crônica. Mas o destino vai fazer com que eles fiquem muito mais próximos do que poderiam
imaginar.
Filme bacana de se assistir, onde os atores - com Jack Nicholson comandando - dão um show à parte. O roteiro, apesar de não ter me conquistado tanto assim, dosa bem as situações dramáticas e cômicas.Mesmo não conseguindo fugir da previsibilidade, o filme se destaca por algumas situações impagáveis e principalmente pelo desempenho do elenco.nota 8

quinta-feira, 19 de abril de 2007

A Fonte da Donzela

Jungfrukällan (1959)
de Ingmar Bergman
com Max Von Sydow, Birgitta Valberg, Gunnel Lindbom, Birgitta Pettersson, Tor Isedal, Axel Duberg

Ao se dirigir para a igreja uma jovem é estuprada e assassinada por dois pastores, que sem saber acabem indo na casa de seus pais para pedir comida e abrigo.
Dos (poucos)filmes que vi até agora do sueco Ingmar Bergman (o qual muitos intitulam como um dos melhores diretores do cinema) esse foi o que mais gostei.Aqui, novamente, ele trata da fé e religiosidade, mas também abre espaço para a culpa,a ironia, o perdão e, o que eu acho mais interessante, a vingança.Muito interessante a ironia de os assassinos terem ido se abrigar justamente na casa dos pais da vítima e serem muito bem recebidos lá .Interessante também a bondade e inocência da jovem filha do casal...e a decisão do Pai dela, religioso convicto, quando descobriu que os homens que ele acolheu assassinaram sua filha.O filme pode não questionar tanto a fé como em O Sétimo Selo, mas explora bem também esse assunto.Mas como não poderia deixar de ser quando se trata de Bergman, o filme tem alguns simbolismos (principalmente no final), coisa que eu não aprecio muito - talvez por na maioria das vezes não entender o que ele quer dizer - mas que a interpretação também depende muito de quem assiste e sua fé . nota 8

Dersu Uzala

Dersu Uzala (1974)
de Akira Kurosawa
com Maksim Munsuk, Yuri Solomin, Svetlana Danilchenko, Dimitri Korshikov

Dersu Uzala é um camponês mongol que serve de guia para um militar russo, líder de uma expedição de levantamento topográfico na Sibéria. Dersu é um exemplo de humildade e sabedoria, e o filme mostra de maneira poética e sensível as diferenças culturais entre ele o pesquisador russo.
É difícil avaliar esse tipo de filme, onde o estilo usado pelo diretor é quase contemplativo.Digo isso poque, ao mesmo tempo em que o filme é belo, tem ótimas paisagens e trata de virtudes simples, também é monótono e arrastado, além de longo (+ de 2 horas de duração).Vale mais para aqueles que curtem filmes ''de arte'', ou fãs do trabalho do diretor Akira Kurosawa.Acho que nem todos que assistirem vão ter paciência para apreciar. nota 6

terça-feira, 17 de abril de 2007

Lawrence da Arábia

Lawrence of Arabian (1962)
de David Lean
com Peter O'Toole, Omar Shariff, Antony Quinn, Alec Guiness

Em 1935, quando pilotava sua motocicleta, T.E.Lawrence morre em um acidente e, em seu funeral, é lembrado de várias formas. Deste momento em diante, em flashback, conhecemos a história de um tenente do Exército Inglês no Norte da África, que durante a 1ª Guerra Mundial, insatisfeito em colorir mapas, aceita uma missão como observador na atual Arábia Saudita e acaba colaborando de forma decisiva para a união das tribos árabes contra os turcos.
Bom filme de aventura, com fotografia,figurino e locações no deserto belíssimas e atuação marcante de Peter O´Toole como Lawrence.A história é bem conduzida e a ação dá lugar à aventura (vemos batalhas, mas pouco corpo a corpo) de uma forma bem legal.Mas há algumas cenas desnecessárias e particurlarmente não gostei da parte da confusão de personalidade de Lawrence(mais pro final), sem dizer que o filme se torna arrastado na parte final, talvez por ser muito longo (+ de 3 horas de duração).Um bom filme, mas quem for ver é bom não criar tanta expectativa. nota 8

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Tempos Modernos

Modern Times (1936)
de Charles Chaplin
com Charles Chaplin, Paulette Goddard, Henry Bergman, Tiny Sandford

Um operário de uma linha de montagem, que testou uma "máquina revolucionária" para evitar a hora do almoço, é levado à loucura pela "monotonia frenética" do seu trabalho. Após um longo período em um sanatório ele fica curado de sua crise nervosa, mas desempregado. Ele deixa o hospital para começar sua nova vida, mas encontra uma crise generalizada e equivocadamente é preso como um agitador comunista, que liderava uma marcha de operários em protesto. Simultaneamente uma jovem rouba comida para salvar suas irmãs famintas, que ainda são bem garotas. Elas não tem mãe e o pai delas está desempregado, mas o pior ainda está por vir, pois ele é morto em um conflito. A lei vai cuidar das órfãs, mas enquanto as menores são levadas a jovem consegue escapar.É onde os dois se encontram. Incrível como, já naquela época, Chaplin conseguiu definir bem como era(e é até hoje) o capitalismo selvagem e seu modo de produção quase desumano, onde os proprietários só pensam cada vez mais em dinheiro e cada vez menos nos funcionários.Incrível também como ele consegue colocar um humor inteligente nas cenas ao mesmo tempo que faz uma crítica social (por exemplo: o paradoxo dele querer ficar na prisão ao invés de voltar para casa). Achei sensacional, um pouco abaixo ainda do primeiro que vi dele (O Grande Ditador), onde achei tanto o humor quanto o roteiro melhores, mas ainda assim é um filme genial e, levando em consideração a época em que foi feito (anos 30!!), é melhor do que quase tudo que já vi em cinema. nota 9